SUMÁRIO

1 A carta de Caminha pode ser demonstrada hoje?

2 A geografia, medições e GPS na carta de Caminha

3 Discordâncias com Lenine Pinto

4 Por que a Bahia e não o RN?

5 O que foi confirmado nesta pesquisa?

Referências

ATENÇÃO: O texto abaixo é um resumo do sumário e do livro digital que pode ser baixado na loja deste site. Portanto, o que segue abaixo é apenas um texto limitado diante do livro que trás as cartas náuticas, mapas, desenhos e fotos da pesquisa.

 

Aonde Cabral Desembarcou:

Bahia ou Rio G. Norte?

       O pesquisador Lenine Barros Pinto, nas últimas décadas, mais outros pesquisadores como Tânia Teixeira e Manoel Cavalcanti, defendem que a chegada da frota de Cabral descrita por Pero Vaz de Caminha se deu na costa potiguar e não na baiana. Estes defendem como lugar de desembarque a praia do Marco, antiga praia do município de Touros no Rio Grande do Norte. Hoje, a praia do Marco está localizada na divisa entre dois municípios desmembrados de Touros: Pedra Grande e São Miguel do Gostoso (RN).

       Traz-se aqui “um resumo” sobre o assunto, visto que esta pesquisa recentemente concluída,  não caberia neste espaço de artigo, por isso quem quiser vê-la completa mais vídeo e mapas explicatativos,  acesse o endereço eletrônico: https://brasil1500.com/loja.

       O mais impactante sobre o tema é que os dados da carta de Caminha, das distâncias da costa e suas profundidades, parece nunca terem sido pesquisados, ou pelo menos nunca vieram a público de forma pormenorizada, visto que, por falta de checagem, até hoje na Bahia, não há certeza do local do primeiro rio onde Cabral enviou Nicolau Coelho e 10 léguas  depois (55 Km) chegou num recife com um porto seguro. Por isso, adiante se verá os nomes de Rio do Fogo (RN) e Caraíva (BA), pois cerca de 55 Km após estes lugares (e rios), respectivamente, chegamos ao recife da praia do Marco (RN) e ao recife da Coroa Vermelha, divisa de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália  (BA).

       Se a carta de Caminha ocorreu no RN, é de Rio do Fogo que se tem que começar as medições e, se na Bahia, em Caraíva.

       Em 2016 na Bahia e no Rio Grande do Norte fiz medições de profundidade nestes sítios e, aliado a carta de Caminha que nos traz uma verdadeira aula de história, geografia, cartografia, matemática, trago o empirismo das medições de distância e profundidade para desvendar o lugar descrito por ela; Bahia ou RN? Para começar, entendamos que em 1500 Portugal usava para medição, uma légua de 5,55 Km e uma braça de 1,82 m. Não há espaço para légua de 6,17 Km e braça a 2,20 m, pois estas não batem com dados de 1500.

       Estudando a carta de Caminha venho discordar de Lenine Pinto, me baseando na carta. Embora discorde também do que ele tem dito sobre outros assuntos do descobrimento, a serem respondidos após os dados da carta abaixo.

      Observemos abaixo, 12 pontos, são 11 da carta de Pero Vaz de Caminha mais um (1) ponto das cartas de mestre João e do Piloto Anônimo se “bate” ou “não bate” no RN ou na BA:

1. DISTÂNCIA DE 670 LÉGUAS DAS ILHAS DE CABO VERDE À TERRA DE VERA CRUZ

Após a frota cabralina percorrer entre 660 e 670 léguas em 21 de abril de 1500, a expedição lançou âncora após cerca de 670 léguas de Cabo Verde (ou seja, 670 léguas x 5,55 = 3.718 Km de distância).

ANÁLISE: As 670 léguas (670 x 5,55 = 3.718 Km) de Cabo Verde até a Bahia são quase perfeitamente a medida moderna atual no Google Maps que totaliza cerca de 3.830 Km e 3.760 (se alinhado a costa).  RN= 2.500 Km – NÃO BATE; BA= de 3.760 a 3.850 Km – BATE;

2. PROFUNDIDADE DE 19 BRAÇAS A SEIS LÉGUAS DA COSTA DA TERRA DE VERA CRUZ

Ao lançarem "ferro" (a âncora) a seis léguas da costa, encontraram 19 braças de profundidade (ou seja, seis léguas x 5,55 = 33 Km de distância da costa com 19 braças x 1,82 = 34,58 m de profundidade).

ANÁLISE: Fiz medições em 2016 de alguns pontos, mas essa não fiz, pois era mais distante da costa. Entretanto, no site com cartas náuticas: http://www.brasilmergulho.com/carta-nautica/, neste e noutros pontos da carta, bate com Caminha. Na carta náutica desde o rio Caraíva até 33 Km de distância deste rio e da costa, aparece de 30 a 33 metros de profundidade, fora a elevação diária que há tanto na BA como no RN, ambas de 2 metros.

No Rio Grande do Norte nesta primeira medida da costa temos de 30 a 32 metros e, assim como na Bahia também se confirma este dado. O problema é que no RN só bate três das 12 conclusões empíricas a serem descritas aqui. RN= 30 a 32 m – BATE; BA= 30 a 33 m – BATE;

3. PROFUNDIDADE DE NOVE BRAÇAS A MEIA LÉGUA DESTA COSTA

No dia 23 de abril de 1500, a meia légua da costa e de um rio, sob ordens de Cabral lançaram âncora e encontraram nove braças (ou seja, 0,5 légua x 5,55 = 2,77 Km de distância da costa e com nove braças x 1,82 = 16,38 m de profundidade).

ANÁLISE: Fiz a medição no mar com uma âncora numa lancha em Caraíva, ao meio dia de 21/04/2016 a 3,0 Km da costa (via GPS), com 14,20 metros de profundidade, mas com a subida da maré só se completaria as 15:00 horas deste dia, segundo tábua de marés de 2016, poderia chegar de 15 aos 16 metros citados na carta de Caminha.

Já a medição no mar em Rio do Fogo noutra lancha em 11/12/2016 a 2,80 Km da costa (via GPS), medi 6,75 metros com um cordel, portanto muito distante do que diz Caminha. 

Além de que, as cartas náuticas confirmam que em Rio do Fogo (RN) a 2,77 Km da costa constam de 5 a 6,4 metros de profundidade e, em Caraíva a 2,77 Km da costa as cartas náuticas constam de 15,3 a 15,9 metros de profundidade.

RN= 6,75 m em Rio do Fogo – NÃO BATE; BA= 14,20 m em Caraíva mais 2 m da maré – BATE;

4. A FOZ DO RIO EM FRENTE A MEDIÇÃO DE NOVE BRAÇAS ERA BRAVIA DEVIDO O MAR QUEBRAR NA COSTA

Uma entrada com característica de barra ficava depois da meia légua da costa (2,77 km), tinha segundo Caminha uma arrebentação, e segundo ele era uma entrada com quebrar mar bravio.

ANÁLISE: A foz (saída do rio ao mar) do rio Caraíva é caracterizada por haver uma barra com banco de areia. Rio do Fogo no RN, nada tem a ver com essa descrição.

Tive oportunidade de ver com meus olhos como esta característica é igual até hoje em Caraíva, pois quando fui medir a profundidade a meia légua do rio, sai de barco do rio Caraíva em direção ao mar, que fica bravio na saída do rio Caraíva, como poderá ser visto em vídeo no site descrito no começo deste artigo.

RN= o rio do Fogo, 53 Km ao sul da praia do Marco é calmo na foz – NÃO BATE;

BA= o rio Caraíva, 55 Km ao sul de Cabrália é bravio na foz – BATE;

5. RECIFE A 10 LÉGUAS DA COSTA DESTE RIO

Além disso, houve uma tempestade na costa do rio, obrigando as naus e embarcações menores rumarem para a costa norte por cerca de 10 léguas (ou seja, 10 léguas x 5,55 = 55 Km).

ANÁLISE: Qualquer pessoa que queira medir no Google Maps a distância entre o rio Caraíva e a ponta do recife de Coroa Vermelha em Santa Cruz Cabrália, poderá constatar facilmente a distância de 55 Km. No Rio Grande do Norte, coincidentemente, Rio do Fogo e o recife na praia do Marco também tem praticamente 10 léguas (55 Km), conta com 53 Km. Por isso que, para analisarmos a possibilidade de qualquer ponto descrito na carta de Caminha, terá que seguir este roteiro de 1 a 12 exposto aqui e principalmente que 55 Km ao norte de um rio tem que haver um recife com um porto seguro dentro, batendo com as profundidades dadas por Caminha.

RN= do rio do Fogo ao marco de Touros são 53 Km - BATE

BA= do rio Caraíva ao recife de coroa Vermelha são 55 Km – BATE;

6. NO MEIO DESTE RECIFE HAVIA UMA ENTRADA PARA UM PORTO SEGURO

Ao chegarem em 10 léguas ao norte de distância do primeiro rio viram um recife com uma entrada (passagem) ao meio do mesmo.

ANÁLISE: Novamente digo, ao se usar o Google Maps poderá ver o recife e a "entrada" ao meio de um porto seguro para navios em Cabrália-Porto Seguro, bem como no recife na praia do Marco também tem uma entrada e nesse ponto também bate com a carta de Caminha. RN= sim – BATE; BA= sim – BATE;

7. UMA LÉGUA DESTE RECIFE ANCORARAM NAVIOS MAIORES EM 11 BRAÇAS DE PROFUNDIDADE

Entraram os navios pequenos e as naus maiores ancoraram a uma légua de distância da entrada do recife onde a profundidade era de 11 braças (uma légua = 5,55 Km de distância do recife com 11 braças x 1,82 = 20,02 m de profundidade).

ANÁLISE: Esta medida não medir in loco, mas pela carta náutica pode-se constatar claramente que a 5,55 Km do recife da Coroa Vermelha consta-se de 20,3 a 21,5 metros de profundidade no site http://www.brasilmergulho.com/carta-nautica/. Na praia do Marco, após os recifes, tem somente seis metros de profundidade. RN= 6,0 metros – NÃO BATE; BA= 20,3 metros – BATE;

8. OS NAVIOS ENTRARAM NO PORTO E ANCORARAM EM CINCO (5) BRAÇAS

Os navios entraram no “porto seguro”, hoje situado na costa dos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália e ancoraram em cinco (5) braças, cerca de 9,1 metros.

ANÁLISE: Fiz medições neste recifeporto de Cabrália e Porto Seguro e no recifeporto da praia do Marco. Em Cabrália da costa até a entrada do recife são 900 metros. Em 900 metros da costa bate com as cartas náuticas de 8 metros de profundidade na entrada do recifeporto. Porém, na praia do Marco dos 650 metros da costa a entrada do recifeporto, andei 450 metros dos meus 1,76 metros de altura e só então fui coberto pelas águas. Estimo que a entrada do recife da praia do Marco, a 650 metros da costa tenha no máximo 3 metros de profundidade, longe dos 9,1 metros (5 braças).

RN= 3,0 metros – NÃO BATE

BA=  de 6,00 a 9,0 metros (mais maré de 2 metros) – BATE;

9. EM UM ILHÉU PRÓXIMO AO RECIFE FOI REALIZADO A 1ª MISSA, ANTERIOR A MISSA EM TERRA

Próximo deste recife havia um ilhéu cercado de água por todos os lados, onde desceram e assistiram a primeira missa, anterior a missa da praia com os índios.

ANÁLISE: Ao contrário do recife da praia do Marco em Pedra Grande (RN), o recife de Coroa Vermelha tem ao norte e ao sul, ilhéus que são recifes-ilhas que podem ser vistos no Google Maps ou Bing Maps.

RN= não há ilhéus após o recife na praia do Marco – NÃO BATE

BA= sim existe ilhéus ao norte e sul da Coroa Vermelha – BATE;

10. PRÓXIMO AO RECIFE, UM RIO DE PEQUENA LARGURA, NÃO MAIOR QUE UM MANCAL DE NAVIO

Ao norte deste recife havia um rio de largura “menor” que um mancal e caminhava ao lado da praia (rente). Obs. o mancal era um mecanismo para construção de barcos, que se estendia conforme tamanho da embarcação ou navio. Para a citação aqui, devem ter sugerido 15 metros.

ANÁLISE: Esse é um pequeno rio chamado hoje de rio Jardim (segundo carta náutica da Marinha do Brasil e Bing Maps). Quando estive neste rio em 22 de abril de 2016, presenciei a foz do mesmo,  de cerca de 13 metros. Pude observar que assim como na carta de Caminha descreve, que segue ao lado do Mar (no sentido norte-sul). Nesse lugar, à beira do mar, pude ver as mesmas aves citadas por Caminha (os fura-buchos) e fotografei-as. Elas têm cor branca e preta semelhante a um pombo, mas são mais esbeltas e têm rabo com aparência cortada.

RN= não há este tipo de rio na praia do Marco – NÃO BATE

BA= o rio Jardim tem 13 m de largura – BATE;

11. A DOIS TIROS DE BESTA (BALESTRA) DESTE RIO FOI POSTO UMA CRUZ E REALIZADA A 2ª MISSA

A dois tiros de besta (balestra), cerca de 500 metros ao sul do rio, próximo ao recife rezou-se a segunda missa (essa com participação dos índios, mas a primeira em terra) donde chantaram uma cruz feita de madeira, mais as armas (o marco de posse em pedra).

ANÁLISE: Este rio está gravado nos dias atuais no Bing Mapas como rio Jardim. Medido pelo Google Maps e Bing Maps está a 700 metros do local oficial da cruz e da 1ª missa em Cabrália se medirmos num destes programas. Ou seja, está marcado esplendidamente correto com a descrição dos dois tiros de besta (balestra) de cerca de 500 metros do rio Jardim como escreveu Caminha.

E o marco? Seria o marco do Descobrimento que está hoje em Porto Seguro de 1500 e, atribuído erroneamente como de 1503 ou 1535? Sim, penso que é de 1500.

RN= não há um rio como este a 700 metros do recife e do local do marco – NÃO BATE

BA= do rio a cruz atual e ao recife são 700 metros – BATE;

12. A LATITUDE DA TERRA DE VERA CRUZ ERA CERCA DE 17º

As cartas que foram feitas noutros navios da frota de Cabral são chamadas de carta do mestre João e carta do Piloto Anônimo. A do mestre João localiza o local onde estavam em cerca de 17º de latitude.

ANÁLISE: A carta de Caminha e do mestre João só foram descobertas em 1793 e 1840, respectivamente, e confirmam a carta do Piloto Anônimo, divulgada desde 1520.

Na carta do mestre João são descritos os 17º de latitude donde estavam as embarcações e, na segunda, detalhes do primeiro rio, a tempestade e o rumo ao norte por 10 léguas à um recife igualmente descrito na carta de Caminha.

RN= 5,27 graus – NÃO BATE

BA= 16,79 graus de GPS em Caraíva e 16,33 em Cabrália (27/04/1500) – BATE.

       Dos 11 dados citadas acima na carta de Caminha e nas outras duas cartas (mestre João e piloto anônimo, 12º.) apenas três (2º., 5º. e 6º.) batem com o Rio Grande do Norte, mas na Bahia, todos as 12 informações das cartas batem.

      Como dito acima, ficou para o final minhas discordâncias sobre alguns pontos do que Lenine Pinto tem dito. Sobre o que discordo de Manoel Cavalcanti acesse o livro: https://www.brasil1500.com/loja.

     MAPA DE CANTINO. Para Lenine um mapa de 1502 (mapa de Cantino) seria uma prova do descobrimento no RN porque o cabo de São Roque (RN) foi gravado primeiramente como cabo de São Jorge. Os nomes eram assinalados com o nome do santo do dia, e São Jorge era 23 de abril. A data oficial do descobrimento do Brasil é 22 de abril (mais pelo dia náutico após meio dia seria 23 de abril). ANÁLISE: Lembremos que João da Nova passou pelo cabo de São Jorge, por volta de 23 de abril de 1501 com destino a Calicute. Ele ou Gaspar de Lemos deve ter posto o marco de Touros, mas com certeza Nova nomeou o cabo de São Jorge, sendo renomeado, meses depois por Gaspar de Lemos para cabo de São Roque.

        MARCO DE TOUROS DE 1500? O marco de Touros seria não de 1501, mas o marco descrito na carta de Pero Vaz de Caminha de 1500 e, que “segundo” Lenine, Capistrano de Abreu disse ser “um” dos marcos que Cabral deixou no Brasil assinalando na costa a entrada no marco de Touros e a saída em Cananéia (SP) na costa brasileira perfazendo “cerca” de 2000 milhas náuticas, 3.200 Km. ANÁLISE: Capistrano de Abreu fala provavelmente das jornadas de Gaspar de Lemos, não de Cabral. Como dito, o marco de Touros deve ser de 1501 como é normalmente dito, mas talvez não de agosto de 1501 e sim de abril de 1501.

      TEMPO DA VIAGEM CURTO PARA A BAHIA? Alguns podem achar insuficiente percorrer 670 léguas (3.718 Km, das ilhas de Cabo Verde até a costa baiana) em 30 dias, mas é possível com uma média de 124 Km por dia, pois a velocidade máxima de 14 nós (cerca de 26 Km/h) são suficientes para se percorrer 624 Km no dia, mas bastava que tivesse uma média no dia de cerca de 5,16 Km/h (2,69 nós) em cada hora das 24 horas diárias para alcançar os 124 Km necessários para percorrer em 30 dias 3.718 Km. A nau São Gabriel tinha velocidade “média” até superior a 5,16 Km/h; tinha média de 7,4 a 9,2 Km por hora (entre 4 a 5 nós/milhas náuticas). Mas para mostrar a falta de fundamento que o tempo era curto para a Bahia, vemos o percurso que Cabral fez de Lisboa a Cabo Verde são cerca de 3.038 Km e, é infinitamente mais veloz que o restante da viagem, pois 3.038/13 dias= 233,69 Km diários. Fazendo uma impressionante média diária, o que daria uma velocidade de 9,73 por hora. Portanto, dependendo do vento, daria de sobra para aqui chegar.

        ÁGUA DOCE, MONTE PASCOAL. Há outros argumentos como o monte Pascoal seria o pico do Cabugi e não haveria lagoas de água doce na Bahia. ANÁLISE: O pico do Cabugi mesmo por uma nau alta dificilmente seria visto do leste potiguar, uma vez que Pinto mesmo coloca a frota de Cabral no leste da costa potiguar, mas justifica visões do Cabugi ao norte da costa, no livro o Mando do Mar. Sobre água doce, há uma variedade de rios e lagoas na Bahia maior que no RN.

       A carta de Pero Vaz de Caminha, portanto, está documentada para o litoral baiano, não se pode apagar ou misturar fatos para o Rio Grande do Norte, pois todos dados citados na carta de  Caminha batem na Bahia. Ela é um relato empírico que pode ser confirmado com 12 pontos!

        O objetivo desta pesquisa é mostrar que a carta de Caminha continua verdadeira até hoje. O que há nela não se especula mas se confirmar através dos dados empíricos. Se Cabral desceu no RN antes de chegar na Bahia e quis esconder tal chegada, é difícil provar, mas podemos demonstrar facilmente que os lugares e 12 pontos da carta de Caminha são na Bahia através dos dados dela, aliado ao Google Maps, Bing Mapas, cartas náuticas e medições de campo que fiz dos lugares aqui citados. Para ver a pesquisa completa acesse: https://www.brasil1500.com/loja.

 

Dickson de Medeiros Sales

 Professor de Geografia (Governo do RN)